quarta-feira, 24 de março de 2010

Perfis de pessoas falecidas em redes sociais, o que fazer?

 Um assunto delicado que pode ser resolvido através da comunicação.
A morte é um tema delicado em diferentes sociedades, e realmente não é fácil discutir tudo que a envolve. No entanto, cada vez mais informações nossas circulam pela internet, e é necessário controlá-las em qualquer momento.
Basta pensarmos no conceito de rede social: a criação de um perfil, a identificação de uma pessoa na internet. Então o que fazer com o perfil de alguém que faleceu? Para familiares e amigos, pode ser extremamente doloroso se deparar com o perfil de alguém falecido, por exemplo. Por outro lado, fazer com o que o perfil vire um memorial pode ser uma boa opção.

O que fazer
Orkut, Gmail, YouTube, Buzz — enfim, qualquer serviço Google — não são deletados a não ser que alguém peça formalmente. No caso do email, somente familiares podem fazer o pedido, e devem fornecer provas do falecimento. O Google então verifica os documentos (o que pode levar até 30 dias).
Esse caso é mais burocrático porque uma única conta dá acesso a todos os serviços do Google. No caso do Orkut especificamente, há um formulário para pedir que um perfil seja removido. Também é necessário comprovar a morte da pessoa.

Facebook e MySpace também têm políticas definidas para lidar com perfis de pessoas que morreram. O primeiro tem a ideia de memorial, um perfil no qual amigos podem compartilhar as memórias de alguém que se foi.
Um amigo ou familiar deve preencher o pedido com prova (link com obituário ou notícia que confirme a morte) e informações que o liguem diretamente à pessoa. Um perfil memorial torna-se privado (apenas para os amigos confirmados), informações de contato e atualizações são removidas e não é possível fazer o login na conta após a mudança.
O MySpace também tem procedimento para notificação de morte. Somente um familiar (mãe, pai, cônjuge, parceiro doméstico, filho ou filha) pode permitir que a conta seja preservada ou apagada, por meio de um email com obituário ou atestado de óbito. Na mensagem, deve estar claro qual é o vínculo e a intenção do requerente.
O requerente não pode acessar, editar ou deletar nenhum conteúdo do perfil em questão, mas pode pedir para revisar e remover qualquer conteúdo que considerar inconveniente. Também é possível criar um memorial, porém de maneira diferente, através de uma página linkada ao perfil em questão.

Outras opções
Nem toda rede social tem política definida para este triste momento. A melhor dica, nesse caso, é planejar. Claro que não é nada agradável, mas, como diz o velho ditado: “melhor prevenir do que remediar”.
Uma opção é simplesmente confiar sua senha a alguém. De fato, isso funciona em qualquer rede, com ou sem política definida. Claro que a confiança deve ser enorme, e não são todos usuários que gostam da idéia. Pensando nisso, há serviços que guardam senhas. O usuário nomeia uma pessoa de confiança, que informa o falecimento com provas e então recebe a senha para proceder como preferir. Esse é o funcionamento do Legacy Locker, por exemplo.











Conclusão
A frequência com que precisamos acessar algum tipo de conteúdo digital através de um nome de usuário e uma senha é enorme, faz parte do dia a dia. Todo serviço na internet exige esse tipo de identificação ou método parecido. Com tantos sites e informações do tipo, é inevitável se questionar e até mesmo se preocupar em como agir no caso da morte do usuário.
Claro que não há uma única resposta sobre como proceder. Cada senha dá acesso a um serviço, e cada serviço procede de uma maneira. A primeira dica é se informar sobre como cada um deles resolve a questão.
Mais que isso, a situação pode ser muito mais facilmente resolvida quando pessoas de confiança sabem o que fazer. Quando outra pessoa tem a senha, a parte burocrática do procedimento é muito mais rápida, por exemplo. Nesse sentido, então vale a pena se prevenir.
Claro que não é um assunto confortável, mas se alguém tem conhecimento da sua vontade no pior caso possível, pode ajudar muito nesta hora difícil.

Por Danilo Amoroso

Tércio Pinheiro
http://informaticamestre.blogspot.com

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